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sábado, 17 de março de 2012

#recomendo: 2h37

Sinopse:  Seis jovens estudantes vêem suas vidas unidas pelas situações mais comuns de toda a juventude moderna. São exatamente 2h37 da tarde: uma jovem descobre que está grávida; nem tudo é o que parece para o confiante jogador de futebol; um indivíduo sem moradia tem de aturar as provocações do colega; uma linda garota luta contra disturbios alimentares; um estudante dedicado se esforça para ter a aprovação dos pais; e outro garoto mergulha nas drogas para escapar de seus próprios demônios.

Opinião: 2h37 é um filme realmente interessante, embora alguns venham a achar cansativo. 
Com uma direção bem singular e atuações convincentes, o roteiro nos apresenta diversos personagens e suas distintas histórias dentro do famoso ambiente opressor do ensino médio americano.
Temos desde o nerd excluído até o galã jogador de futebol, mas no fim descobrimos que por mais diferentes que sejam e estejam nessa "piramide social", seus problemas os fazem serem iguais, apenas humanos. E essa ideia é a que percorre todo o filme, mostrando os problemas vividos por todos e qualquer um. 
Um ponto que deixou o filme mais atrativo foi a direção, que mostra um determinado espaço de tempo vivido por diversos personagens. Dessa forma, revivemos diversas vezes um mesmo momento, mas cada hora narrado por um personagem.
E assim, com direção, atuação e roteiro, 2h37 é um pacote completo àqueles que não conseguem enxergar além do estereótipo da imagem.

por @MattCabot

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Filme do Dia: The Help

Não sei se há alguém ainda em férias como eu, mas enquanto minhas aulas não começam, quase todas as tardes estão um tédio(!), e só filme pra me ajudar com isso. Embalado pelo Oscar e minha paixão por Bryce Dallas Howard resolvi enfim assistir The Help, e me surpreendi.


Sinopse: A história de otimismo ambientada no Mississippi em 1962, durante a gestação do movimento dos direitos civis nos EUA, acompanha Eugenia "Skeeter" Phelan (Emma Stone), jovem que acabou de se graduar e quer virar escritora, mas encontra a resistência da mãe, que quer vê-la casada.
Aconselhada a escrever sobre o que a incomoda, Skeeter encontra um tema em duas mulheres negras: Aibileen (Viola Davis), empregada que já ajudou a criar 17 crianças brancas mas chora a perda do próprio filho, e Minny (Octavia Spencer), cozinheira de mão cheia que não arruma emprego porque não leva desaforo dos patrões para casa.
Opinião: The Help certamente entrou pra minha lista de filmes indispensáveis, não apenas por sua produção ótima, mas pela mensagem.
Assim como "A Vida Secreta das Abelhas", é um filme tranquilo de assistir ao tratar de um tema forte: o preconceito racial vivido nas décadas 50/60 nos EUA. Em suas quase 2 horas e meia de filme, acompanhamos com esperança e amor a personagens lindos, como Aibileen (Viola Davis) e Minny (Octavia Spencer), apaixonantes, como Skeeter (Emma Stone), e aqueles odiáveis, como Hilly (Bryce Dallas Howard).
A direção é impecável, captando todo o "clima" dos anos 50, assim como a fotografia, figurino, maquiagem, tudo. É um filme feito com muito capricho, ainda mais por parte das atrizes; todas as atuações são brilhantes, em destaque Howard e Spencer, que, sem dúvida alguma, mereceu o Globo de Ouro e Oscar que recebeu.

por @MattCabot


domingo, 26 de fevereiro de 2012

Filme do Dia: Antes Que o Mundo Acabe

Nesse domingo de tédio, calor e Oscar, nada melhor do que um post cinéfilo, não? Escolhi então o filme Antes Que o Mundo Acabe:

Sinopse: Antes que o Mundo Acabe conta a história de Daniel, um menino de 15 anos, mergulhado em seu pequeno mundo com problemas que parecem insolúveis: uma namorada que não sabe o que quer, um amigo que está sendo acusado de ladrão e uma pequena cidade que vai ter que ser deixada pra trás.
Tudo acontece quando ele recebe uma carta do pai que nunca conheceu e já nem lembrava que existia. Através das cartas e fotos enviadas pelo pai, Daniel descobre que o mundo é bem maior do que aquele que até então conhecia. 
Resenha: Dos últimos filmes brasileiros que tenho assistido, Antes que o Mundo Acabe se tornou um dos meus preferidos. Com uma produção simples, mas boa, o filme nos surpreende com sua direção, atuação e fotografia encantáveis ao narrar essa história de drama adolescente, mas não fútil. É um filme super tranquilo de se assistir, com um roteiro muito bem feito e um todo muito gostoso de acompanhar.  
Bonito e inocente: recomendo.


por @MattCabot

domingo, 19 de fevereiro de 2012

5 filmes pra te tirar do tédio!

Ah, domingo! O dia de maior tédio da semana, não? Geralmente acabo passando esse dia em frente ao computador reclamando do calor, mas, pensando nisso, decidi fazer um post útil pra vocês que sofrem do mesmo: uma lista de filmes pra tirá-los do tédio!


 Flipped - Meu Primeiro Amor: Esse filme é a coisa mais linda, amável e ingênua do mundo! Esqueçam todos os filmes sobre primeira paixão, Flipped será seu preferido! Através da visão de Bryce e Juli, acompanhamos o nascer de um amor sincero, passando por todos os estágios possíveis.  Apaixonante.

 Diário de um Banana: Apesar de parecer algo totalmente infantil, Diário de um Banana realmente vai te surpreender e divertir. Uma ótima adaptação dos livros de Jeff Kiney, este trabalho conseguiu transformar um diário em si num filme com a mesma leveza ao contar a história de Greg, um garoto prestes a enfrentar os problemas de todo pré-adolescente: escola, valentões, popularidade, irmão mais velho um melhor amigo pra lá de inconveniente!


 Para Wong Foo - Obrigada por Tudo, Julia Newmar.: Acredito já ter falado desse filme aqui no blog, mas se posto aqui mais de uma vez é porque realmente vale a pena. Para Wong Foo, com drama e muita, mas muita comédia, te fará rir litros ao contar a história de três amigos Drag Queens que cruzarão os Estados Unidos atrás de seus sonhos. Marcou minha infância, e com certeza vai te tirar do tédio.
 Ondine: Não lembro se teve grande repercussão nos cinemas, mas, se não teve, é uma pena. Ondine  me surpreendeu com sua história, repleta de suspense, ação e drama, sobre uma linda mulher encontrada adormecida na rede de pesca de Syracuse, cuja vida será transformada, ainda mais depois que sua filha acredita que a mulher se trata de um ser mágico. Não é um filme de fantasia, mas uma linda história de esperança.

Os Homens que não Amavam as Mulheres: A versão original (suéca) do americano Millennium, que está nos cinemas atualmente, me prendeu totalmente ao contar incrivelmente a história do jornalista Mikael, que, contratado para escrever a história da antiga familia Vanger, se vê dentro de um enorme suspense, e junto com a hacker Lisbeth, está prester a desvendar uma bizarra história de família.

É isso aí, gente. Garanto que, com esses 5 filmes, domingo nenhum será pra tédio! 
@MattCabot 

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

#recomendo: The Pretty Reckless - Light me Up

Com uma beleza e voz potente, Taylor Momsen me surpreendeu com Light Me Up, primeiro trabalho de sua banda, The Pretty Reckless.

Sua voz me lembrou Courtney Love, e o instrumental por vezes também, mas a grande influência já assumida de Nirvana é visível. Todo o album é muito forte, pesado e intenso, e algumas músicas até são parecidas demais, mas o conjunto é fenomenal; há faixas com instrumental pesado, como Goin' Down e Factory Girl, faixas mais calmas, como Nothing Left to Lose e o bem escolhido single You, aquelas que te envolve por completo, como Light Me Up e o também bem escolhido Just Tonight e as viciantes Make Me Wanna Die e Miss Nothing, ambas singles.

Como um todo, é um album ótimo, principalmente por aqueles que anseiam por mulheres que façam um rock bem cru, mas trabalhado. Com certeza recomendo, e fez com que TPR seja uma banda que eu venha a acompanhar.

Singles:


@MattCabot

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Glee?

Hoje li, em tweets alheios, a seguinte afirmação: "Quem assiste Glee não merece respeito de ninguém ."! E isso até que me irritou; não só porque falar mal de Glee é uma tremenda modinha, mas por ver o pré-conceito explícito na situação.

90% das pessoas que falam mal de Glee (principalmente agora que a série chegou à massa após estrear na Globo) não assistem, ou acompanham a série, e até mais de 50% deles devem ter sofrido dos problemas que a série tem a importância em trabalhar.

Glee conta a história de uma escola pública norte-americana, com sua já conhecida pirâmide social, comum em filmes dos EUA. Porém, não trata do tema com futilidade, mas com responsabilidade. Temos no elenco principal o nerd cadeirante, a gótica oriental, a gorda negra, o gay fashionista, a nerd brega, a lésbica de armário, o roqueiro brigão, a loira burra, o lider do time de futebol e a lider de torcida mais popular da escola. Ufa!

Temos diversos estereótipos que encontramos rotineiramente nas escolas, e estereótipos esses que são conhecidos, exceto os dois últimos citados, como perdedores. Glee nos apresenta esses personagens e os amarram em histórias que mostram a vida de cada um nessa pirâmide social, com o bullying já conhecido, seus pensamentos, dúvidas, problemas, dúvidas e amores, os envolvendo e mostrando que não há diferenças dentre os estereótipos, e, sim, apenas pessoas.

E por que essa série, que aceita e usa com orgulho o termo loser, não merece o respeito de ninguém?

Em meio a uma atualidade conhecida por estereótipos, grupos, preconceitos, brigas, onde um é certo e o outro é errado, Glee vem nos mostrar que todos têm seu valor, independente do que a sociedade diz que somos. Não importa se você é um nerd cadeirante ou o lider do time de futebol, acima de tudo, você é uma pessoa.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

#resenha: ASAS, de Aprilynne Pike

Há alguns meses, desde seu lançamento aqui no Brasil, o livro Asas, de Aprilynne Pike, me chamou atenção sempre que o encontrava em alguma livraria, talves pela arte de capa impecável ou pelo tema, que se diferencia um pouco dos romances sobrenaturais da atualidade.

No último natal enfim ganhei esse e o livro Sereia (que farei uma resenha depois), e logo comecei a ler; comecei por Asas e o li em inacreditáveis 3 dias! O livro é bem interessante, e narra, em terceira pessoa, a história de Laurel, uma garota comum, de uma cidade pequena, que fora educada sempre em casa, mas que terá seu primeiro ano na escola. Porém, o tema principal se desenrola quando em suas costas surge um caroço, que se transforma em enormes pétalas.

É um livro bem escrito e com um tema super interessante; o porque e o que de fato são essas pétalas são super bem pensados e descritos, e toda a história de Laurel é revirada e trabalhada de uma forma que prende totalmente a atenção do leitor. Eu descreveria como um muito bom livro de magia, aventura e até suspense, se não fosse por um ponto que me incomodou: o romance na história.

Temos Laurel, uma garota que se descobre fada, digamos assim, dividida entre o elfo valente e o humano protetor, não se assemelha ao romance de Crepúsculo? Da humana dividida entre o lobo valente e o vampiro protetor? Pois é. Em tempos em que o mundo mágico de Harry Potter já se consolidou na história, e que a breve onda de Crepúsculo já está passando, a busca por uma série sucessora é rápida, e parece que os autores percebem isso, talvez o que tenha ocorrido com Aprilynne, pra criar um romance tão parecido.

É um ponto super cansativo do livro, pois tira a atenção da questão "magia" do livro e vai pra história de amor, o que também me faz dizer que Crepúsculo não é um livro sobre vampiros, mas sobre paixão. De qualquer forma, Asas ainda se sai melhor, pois essa incerteza entre os dois opostos é elaborada e explicada.

De qualquer forma, acho que tratar do tema Fada foi uma ideia muito boa e que pode vir a se tornar uma série de enorme sucesso. Não como HP, por não apresentar toda a complexidade, mas como Crepúsculo sim.


domingo, 28 de agosto de 2011

NeverShoutNever... no Brasil!

Pra quem não conhece, NeverShoutNever,que a princípio era um projeto solo, é hoje uma banda liderada por Christofer Drew, com inicio em 2007, tendo lançado 4 EPs até o ano de 2009, 2 CDs no ano de 2010, após contratação pela Warner Music,e que atualmente está encerrando sua tour pelo Brasil, tendo já passado por Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo, onde fui.Seu show, assim como o de Avril e Cyndi Lauper, é simples e com um palco sem enfeites, mostrando que seu objetivo é somente a música; o cantor tocou diversos instrumentos e também desceu do palco, como as duas citadas, mas somente como a última, se apresentou descalço. Uma apresentação orgânica e verdadeira.
Talvez seu único ponto negativo tenha sido não se movimentar pelo palco, passando os 90 minutos no microfone central, e também não ter cantado Happy, um de seus maiores sucessos, completa, já que foi pedida pela platéia. Porém, Chris levou novos fãs, como as pré-adolescentes que o conheceram em revistas, e os antigos, desde a era MySpace, à loucura cantando antigos e novos singles.
Foi um show simples e sem surpresas, além de ser sua primeira vinda ao Brasil, mas agradou e compensou as 10 horas de fila. haha
(Algumas fotos da abertura do show: http://www.flickr.com/photos/themattcabot )

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Hey, Avril... ♥

__Uma garota do interior, de uma cidade de 5 mil habitantes, ganha um concurso de rádio, toca pra 20 mil pessoas e então é encontrada por um olheiro. Após isso seu sucesso é mundial, vendendo milhões e lotando estádios. Parece até história cinematográfica, mas não, é a história de Avril Lavigne.
__A vemos na tv, ouvimos no rádio e a encontramos nos mais diversos meios de comunicação, e sua história chega a ser duvidosa, ou até mesmo irreal, ela parece irreal; pelo menos era o que eu duvidava, até ontem, 31/07/11, quando assisti a mais um show de sua Black Star Tour pelo Brasil.
__Todos que me conhecem sabe que Avril, com certeza, é uma referência em minha vida, mas até exatos 8:40pm, após mais de 10 horas na fila, não tinha noção de sua intensidade.
O show foi repleto de antigos e novos hits, de Complicated a Wish You Were Here, além de covers de Joan Jett e Coldplay, e a canadense se mostrou mais rocker e profissional do que nunca. Sua banda é incrível, e com ela Avril tocou guitarra, piano e até cantou sentada sobre ele, conversou, gritou, se assustou com presentes jogados, errou duas letras, brincou com bexigas e até desceu do palco. Um show completo.
__Por incrível que pareça, não fiquei ansioso nem nervoso um minuto se quer, apenas estive em um êxtase sem igual, completo de felicidade. Pulei, gritei, dancei, sorri, acenei e até chorei na abertura do show, mas deixo claro que foi a única vez, rs.
__Em meio a toda a confusão, empurrões, gritos e música incrível, me perdi em flashes de luz, sorrisos, ansiedade por chegar mais perto, mãos esticadas e um sentimento enlouquecedor de toda a vibe do show. Não sei explicar... foi indescritível.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Tomates Verdes Fritos

Hoje assisti a um filme realmente bom, chamado "Tomates Verdes Fritos"; por ser de 1991 acredito que muitos ja tenham visto, mas se ainda não viu, veja porque é muito bom mesmo, com um ar de "A Cor Púrpura", não tão forte quanto, mas tocante igual.
É um daqueles poucos filmes que nos fazem refletir, indispensáveis.

Evelyn Couch (Kathy Bates) é uma dona de casa emocionalmente reprimida, que habitualmente afoga suas mágoas comendo doces. Ed (Gailard Sartain), seu marido, quase não nota sua existência. Toda semana eles vão visitar uma tia em um hospital, mas a parente nunca permite que Evelyn entre no quarto.
Uma semana, enquanto ela espera que Ed termine sua visita, Evelyn conhece Ninny Threadgoode (Jessica Tandy), uma debilitada mas gentil senhora de 83 anos, que ama contar histórias. Através das semanas ela faz relatos que estão centrados em uma parente, Idgie (Mary Stuart Masterson), que desde criança, em 1920, sempre foi muito amiga do irmão, Buddy (Chris O'Donnell).
Assim, quando ele morreu atropelado por um trem, Idgie não conseguia conversar com ninguém, exceto com a garota de Buddy, Ruth Jamison (Mary-Louise Parker). Apesar disto Idgie era bem doce, mesmo nunca levando desaforo para casa. Independente, ela faz seu próprio caminho ao administrar uma lanchonete em Whistle Stop, no Alabama.
Elas tinham uma amizade bem sólida, mas Ruth faz a maior besteira da sua vida ao se casar com Frank Bennett (Nick Searcy), um homem estúpido que a espanca, além de ser secretamente membro da Ku Klux Klan. Inicialmente Ruth tentou segurar a situação, mas quando não era mais possível Idgie foi buscá-la, acompanhada por dois empregados.
Idgie logo dá a Ruth um emprego em sua lanchonete. Por causa do seu jeito de se sustentar sozinha, enfrentar Frank e servir comida para negros no fundo da lanchonete, Idgie provocou a ira dos cidadãos menos tolerantes de Whistle Stop.
Quando Frank desapareceu misteriosamente muitos moradores suspeitaram que Idgie, Ruth e seus amigos poderiam ser os responsáveis.
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